O que é Mpox?
Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma zoonose viral que afeta principalmente primatas, mas pode infectar humanos. Este vírus é parte da família dos Orthopoxvirus e, embora geralmente cause uma doença autolimitada, seus sintomas podem ser bastante graves em alguns casos. A doença foi identificada pela primeira vez em 1958, em macacos utilizados para pesquisa, e sua ocorrência em humanos foi documentada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo.
Sintomas da Mpox
Os sintomas da mpox podem variar, mas geralmente incluem:
- Febre: Um dos primeiros sinais, que pode se manifestar entre 5 a 21 dias após a infecção.
- Dores de cabeça: Comuns durante os primeiros dias da doença.
- Erupções cutâneas: Iniciam-se nas áreas do rosto e podem se espalhar por todo o corpo. As lesões evoluem para pápulas, vesículas e, finalmente, crostas.
- Dores musculares e articulares: Sensação de fraqueza também pode acompanhar a febre.
- Complicações neurológicas: São raras, mas podem ocorrer em casos severos.
Histórico de Casos no Brasil
O Brasil registrou a introdução do mpox entre humanos em 2020, porém a situação se intensificou em 2022 com o surgimento de diversos surtos. Desde então, as autoridades de saúde têm monitorado casos suspeitos e confirmados em várias regiões do país. Em 2026, por exemplo, um homem em Colatina foi identificado como o primeiro caso confirmado do ano no Espírito Santo.

Por que o Caso de Colatina é Importante?
O caso de Colatina é significativo por marcar um reinício das infecções por mpox no Espírito Santo após um período sem registros. Este evento resgata a necessidade de vigilância contínua e ações de prevenção a fim de conter a propagação do vírus. Essa comunidade, além disso, expressa a importância de sensibilizar a população sobre os riscos e os cuidados necessários.
Como a Mpox é Transmitida?
A transmissão da mpox ocorre principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de uma pessoa infectada. Os métodos de transmissão incluem:
- Contato direto: Lesões ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.
- Superfícies contaminadas: Objetos ou superfícies que tenham sido tocadas por uma pessoa com a doença.
- Parto: O vírus pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto.
Medidas de Prevenção para a Mpox
A prevenção da mpox envolve algumas práticas essenciais:
- Higiene das mãos: Lavagem frequente com água e sabão ou uso de álcool em gel.
- Evitar contato próximo: Manter distância de pessoas infectadas e evitar compartilhar objetos pessoais.
- Uso de equipamento de proteção: Em ambientes de risco, como hospitais ou clínicas.
- Vacinação: A vacina contra a varíola oferece alguma proteção contra a mpox.
O que fazer ao suspeitar de Mpox?
Se houver suspeita de infecção por mpox, é fundamental procurar uma unidade de saúde imediatamente. Medidas a serem tomadas incluem:
- Isolamento: Ficar em casa e evitar contato com outras pessoas até receber orientação médica.
- Relatar sintomas: Informar ao profissional de saúde todos os sintomas apresentados.
- Realizar testes: A coleta de amostras para diagnóstico é essencial para confirmar a infecção.
Casos Confirmados em 2026 no Brasil
Em 2026, o Brasil contabilizou 88 casos confirmados de mpox, com um aumento significativo na maioria das ocorrências concentradas em São Paulo. Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo também registraram novos casos, exigindo um reforço nas iniciativas de saúde pública para prevenção e controle da doença.
A Resposta da Saúde Pública
A Secretaria de Saúde, em resposta ao aumento de casos, tem intensificado campanhas de informação, promovido a vacinação e facilitado o acesso aos testes. Além disso, ações de vigilância epidemiológica estão em andamento para monitorar e controlar a propagação do vírus.
Convivendo com a Mpox: O que Saber
Com o retorno da mpox, é essencial que a população esteja informada sobre a doença. Isso inclui:
- Conhecimento dos sintomas: Reconhecer sintomas precoces pode ajudar no diagnóstico rápido.
- Compreensão das formas de transmissão: Ser consciente das maneiras como a doença é propagada para evitar contagiar outras pessoas.
- Importância do autocuidado: A adoção de práticas seguras na vida cotidiana e a adesão ao acompanhamento médico são fundamentais para mitigar os riscos.


